
O preço do café deve aumentar entre 35% e 40% até o fim de setembro para os consumidores brasileiros. A estimativa é da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que aponta uma série de fatores para explicar a iminente alta do preço, como a queda da produtividade devido às condições climáticas adversas e a maior demanda do mercado externo.
Segundo matéria da Agência Brasil, apesar das adversidades que os produtores enfrentam no campo, como a intensidade da seca e/ou geadas que atingiram as principais regiões de cultivo do país, as exportações brasileiras seguem em alta, motivadas pela taxa de câmbio do real em relação ao dólar e pela alta dos preços pagos no mercado externo. Cerca de 70% de toda produção nacional é vendida para outros países.
De janeiro a julho, o Brasil exportou cerca de 25,2 milhões de sacas de café, o que corresponde a um aumento de 11,3% em comparação ao mesmo período de 2020.
Segundo o diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio, os resultados das exportações poderiam ser melhores se não houvesse gargalos logísticos, que têm afetado as vendas para o mercado externo. Isso também evitaria o aumento dos preços para o consumidor brasileiro. Ele também destacou que a falta de contêineres e o custo do transporte marítimo também são sérios problemas. “São dois fatores que estão afetando absurdamente os custos de exportação. Não fosse por isso, com o dólar valorizado, os importadores comprariam mais, fazendo com que o preço do café subisse ainda mais”.
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